Bem-Estar, Qualidade de Vida e Saúde em Portugal. Uma proposta metodológica para os seus indicadores

António Bento Caleiro

Resumo


A importância da Saúde para a Qualidade de Vida e, por sua vez, da importância da Qualidade de Vida para o nível de Bem-Estar têm, em Portugal, uma transposição nas estatísticas oficiais sobre estas matérias. De facto, o Índice de Bem-Estar, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística, contempla a vertente da Qualidade de Vida e esta, por sua vez, contempla a vertente da Saúde, a qual, segundo uma lógica metodológica de indicadores compósitos, reflete uma série de fatores que, do ponto de vista das autoridades oficiais, serão (os mais) importantes na aferição daquela vertente.

Como é sabido, um aspeto crucial na metodologia de cálculo de indicadores compósitos é a ponderação atribuída a cada um dos fatores considerados no seu cálculo. No caso em questão, o indicador associado à Saúde, resulta da atribuição de igual peso a cada um dos (nove) fatores considerados. Não pondo em causa a possibilidade deste tipo particular de ponderação, é, no entanto, desejável proceder a uma análise de sensibilidade dos resultados (para o indicador compósito) se outra(s) possibilidade(s) de ponderação for(em) considerada(s). Neste trabalho propõe-se uma ponderação que corresponda à maximização da correlação média entre o indicador compósito da Saúde e as suas componentes (individuais). Considerando esta outra ponderação, os resultados apontam para uma evolução do indicador da Saúde menos favorável que a oficialmente apresentada. Esta evolução, por sua vez, resulta também numa evolução menos favorável para a Qualidade de Vida, logo também para o Bem-Estar (em Portugal, entre 2004-2016).

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