Violência Doméstica e a (in)sustentabilidade das IPSS na prestação de apoio aos homens vítimas de violência. Uma breve revisão da literatura

Ângela Branco Malveiro

Resumo


Pretende-se com a presente revisão de literatura contribuir para o conhecimento sociológico do fenómeno da violência doméstica masculina, mais concretamente, em Portugal, uma vez que ainda se vê o homem como abusador e não como vítima. Trata-se de um projeto ainda em curso, realizado no âmbito do curso de doutoramento em sociologia. Assim, por um lado, através da teorização e definição do conceito, da sua evolução, dos principais tipos de violência aliados à particularidade de ser o homem a vítima na esfera conjugal e, por outro lado, dado que existiu um investimento público e político na criação de uma resposta em 2016 num protocolo celebrado entre o Governo e uma instituição particular de solidariedade social (IPSS), e integrando as questões mais pertinentes do contexto social, económico e cultural da realidade, pretendemos traçar a sustentabilidade deste tipo de iniciativa, pela sua pertinência, pelo seu impacto social, pela sua capacidade de resposta, mas também pela sua vertente financeira. É reconhecido às IPSS um papel determinante no desenvolvimento da ação e bem-estar social, mas também de acesso a grupos ou pessoas por cujo domínio de intervenção tem fraca visibilidade, como o caso da casa-abrigo masculina. Como tal, é importante refletir ao nível de respostas existentes e de políticas públicas direcionadas a esta questão social, se as mesmas respondem às necessidades reais da população ou se carecem de adaptação até mesmo ao nível económico.

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