Cooperação Transfronteiriça e as lógicas racionalistas do INTERREG entre Portugal e Espanha

Maria Graça Palula Viegas, Carlos Alberto da Silva

Resumo


O presente artigo é fruto de uma reflexão iniciada pela equipa do Departamento de Sociologia da Universidade de Évora, aquando dos estudos sobre o tema dos dilemas da rede transfronteiriça Alentejo-Extremadura. A partir da observação, reflexão e sistematização das práticas da cooperação transfronteiriça, da análise do papel e da importância dos atores e suas ações neste campo, traduzidos em artigos científicos ou apresentados em debate em encontros académicos, sistematizam-se neste trabalho, uma espécie de “estado de arte” sobre uma possível noção sociológica de cooperação transfronteiriça.

Assim, discute-se neste artigo a dinâmica e a diversidade de lógicas de apropriação pelos diversos actores em contextos de cooperação transfronteiriça, tomando como pano de fundo, a realidade portuguesa e espanhola. A partir da constatação de diferentes gerações e ou modalidades de relações de fronteira, é de considerar que as programações políticas e territoriais, tais como o Programa INTERREG, se traduzem numa dualidade: as práticas desenvolvidas e as diferentes representações dessas mesmas práticas, por parte dos diversos actores envolvidos, que geram e implementam acções e os seus destinatários. É esta dinâmica em torno das práticas no mesmo território que permite equacionar o papel dos diversos actores enquanto agentes racionais no seu espaço, que condicionam o contexto de relações socais que estabelecem e a construção de identidades, em torno dessas vivências nas zonas de fronteira.

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ISSN: 2183-9220

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