Ética na Investigação Social

José Ramalho Ilhéu

Resumo


O conteúdo do presente artigo foi apresentado pelo autor nas Provas da Aptidão Pedagógica e Capacidade
Científica (n.o 1 do art. 58.o do ECDU), realizadas pelo autor, em 2007, na Universidade de Évora.
O número crescente de investigações em todas as áreas do conhecimento, a complexidade e a natureza de
novos objectos de estudo, a pluridisciplinaridade da investigação, a quantidade de recursos (humanos, finan-
ceiros, técnicos...) envolvidos, a pressão exercida sobre os investigadores para atingirem os resultados espera-
dos, a divulgação nos últimos tempos de má conduta científica e a defesa intransigente dos direitos dos sujei-
tos da investigação fazem da “Ética na Investigação” um tema actual, premente e aberto permanentemente à
discussão da comunidade científica, em particular e da sociedade, em geral. Se progresso científico é muito
importante, também é essencial que o mesmo se faça com ética porque o cientista não deixa de ser um cida-
dão.
A ética na investigação social assenta na defesa dos direitos das pessoas e alicerça-se em documentos aprova-
dos internacionalmente donde se extraem os princípios universais e em outros documentos, como códigos
deontológicos e guidelines, que guiam a particularidade das questões éticas. Articular a defesa dos direitos das
pessoas e o progresso científico não é uma impossibilidade, mas um desafio.
As questões éticas trazem constantemente novos dilemas e novos desafios e exigem uma reflexão permanente
da comunidade científica e da sociedade em geral, mas não são impeditivas do desenvolvimento do conheci-
mento científico.

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ISSN: 2183-9220

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